A felicidade é uma espécie de epifania.
Raja seus brilhos etéreos generosamente,
cintila miríades de cores que se caleidoscópicam,
nos brinda como um beijo que se recebe de surpresa.
Felicidade não é paisagem bucólica,
não tem verdejantes montanhas,
macieiras carregadas
e um longo caminho que leva a uma casinha branca com chaminé.
Felicidade nasce de um susto.
Como aquele que se tem ao tentar pôr os pés na areia do fundo do mar e não o encontra.
Como frio da barriga de montanha-russa.
Como o medo de filme de terror.
A felicidade é corajosa e desajeitada,
como o vôo da galinha,
como um amor que se declara,
como o dançar de uma criança.

Uma centelha celeste pousa em minha cabeça,
de repente, feliz.
M.U.C.C.